simplesmente delícia

2 de agosto de 2013

  • Queridos amigos, depois de cinco anos escrevendo aqui no blog, resolvi tirar um longo período sabático. Adorei cada post que escrevi aqui, cada comentário deixado por vocês, cada amigo novo que fiz. Foram anos em que aprendi muito, me diverti muito, ganhei e perdi vários quilos, viajei e descobri coisas novas, reclamei da vida (e do calor!) e chorei minhas magoas. Muito, muito obrigada a todos os novos leitores e, sobretudo a todos aqueles que ao longo dos anos continuaram voltando aqui para acompanhar minhas aventuras na cozinha, fazer minhas receitas, sugerir pratos novos, e compartilhar suas vidas comigo.  Foi um enorme prazer participar um pouco das suas vidas!
  • Está na hora de eu trilhar outros caminhos mas tenho certeza que nos veremos por aí!
  • Obrigada por tudo, um beijo, Flavia.

29 de julho de 2013

  • Eu acho que quando o grande Chef francês Jacques Maximin , cuja especialidade é peixe, explica qual é a melhor maneira de fazer robalo você tem uma obrigação moral de experimentar.  E ele acertou em cheio porque, pelo visto como ele, eu gosto do meu peixe simples, sem grandes produções.  Descobri que não gosto nem de cenoura no peixe, para surpresa do meu pai, outro aficionado por peixes e coisas lindas provenientes do mar.
  • Mas os tomates, umas boas azeitonas pretas, talvez umas batatas (pequenas), e eu estou feliz.
  • Muita atenção ao tempo de cozimento. O único segredo na hora de preparar peixe é não cozinhar demais. Para os dois robalos (pequenos) da foto, 30 minutos foram perfeitos. Ajuste o tempo ao tamanho do seu peixe mas procure não deixar assar demais.
  • ingredientes

  • 1 robalo médio, ou 2 pequenos (de tamanhos idênticos)
  • ¼ copo de azeite de oliva
  • ¼ copo de manteiga sem sal (50 gramas)
  • ¼ copo de agua
  • ¼ copo de vinho branco seco
  • Sal
  • limão
  • Tomates picados ou tomates cereja, azeitonas pretas, tomilho e folha de louro
  • modo de preparo

  • 1.       Peça para o peixeiro limpar o peixe mas deixa-lo inteiro. Ponha o em uma assadeira aonde ele caiba sem sobrar muito espaço, para o molho ficar bem concentrado no peixe. Forre a assadeira com um pedaço de papel alumínio e reserve. Pré-aqueça o forno a 200 graus.
  • 2.       Numa panela pequena, ponha o azeite, a manteiga, a agua e o vinho. Leve ao fogo baixo somente até derreter a manteiga.  Assim que a manteiga estiver derretida, tire do fogo, mexa bem e reserve enquanto prepara o peixe.
  • 3.       Ponha o peixe na assadeira. Arrume os tomates e azeitonas em volta. Tempere com sal, tomilho e folha de louro. Regue com o molho. Esprema o suco de um limão por cima. Cubra com papel alumínio e leve ao forno por 30 minutos. Sirva quente com batatas douradas ou arroz.

22 de julho de 2013

  • Às vezes o Universo conspira a teu favor. Ou pelo menos conspira a favor de você se movimentar ligeiramente - depois de passar quase o dia todo deitada lendo uma biografia deliciosa sobre Catarina de Médici- e se dirigir até a cozinha para ver se é factível aquela receita de bolo-pudim de banana. Isto é, se as bananas estão maduras o suficiente ou se elas estão verdes e não merecem ser usadas (ainda).
  • Meus planos esse fim de semana não incluíam entrar na cozinha. Quer dizer, o plano era não fazer nada e depois disso, continuar sem fazer nada até segunda feira de manhã, quando recomeça tudo de novo. Mas entre historias fabulosas de envenenamento e casamentos reais arranjados na corte francesa de Henrique II e Catarina de Médici, eu me deparei com uma coleção de receitas de bananas no site do jornal inglês The Guardian. Sim, inglês, como Inglaterra, como em ‘Arqui-inimigo de sempre da França e dos franceses”. Mas  eu procuro manter meu coração aberto , e apesar do  meu respeito e admiração pela Rainha Catarina de Médici (italiana de nascimento mas francesa pelo casamento e seus princípios), uma rainha (injustamente)  mais conhecida por ter instigado o Massacre da Noite de São Bartolomeu do que pelo seu gigantesco aporte a cultura, culinária (SIM!) e arquitetura da França, o apelo das bananas do jornal inglês foi grande. Ou, mesmo que temporariamente, maior,  já que assim que o bolo-pudim ficou pronto, eu fui, com meu prato devidamente paramentado de uma enorme fatia, de novo para meu canto continuar a saga de mais essa Rainha injustiçada pela Historia.
  • Não consegui achar um nome apropriado para esse doce. Não se trata de um bolo exatamente pois é bem úmido e com uma massa mais compacta. Mas também não é um pudim. Uma coisa é certa: é delicioso. Sirva-o ainda morno, com uma bola de sorvete, uma bela colherada de creme de leite fresco batido em chantilly ou não; e de preferencia no mesmo dia. Apesar de que, algumas pessoas alegam terem me visto beliscando pedacinhos caramelizados desse bolo-pudim de banana no café da amanha do dia seguinte…
  • Receita ligeiramente adaptada do The Guardian
  • ingredientes

  • 150 gramas de farinha de trigo
  • ½ colher de chá de fermento em pó
  • 100 gramas de açúcar
  • ½ colher de chá de sal
  • 4 bananas pequenas/medias, bem maduras
  • 1 ovo
  • 250 ml de leite
  • 100 gramas de manteiga sem sal, derretida, a temperatura ambiente
  • 70 gramas de açúcar mascavo
  • 120 ml de agua filtrada
  • modo de preparo

  • 1.       Pré-aqueça o forno a 180 graus. Unte um pirex quadrado de 20 cm, com manteiga e reserve.
  • 2.       Numa vasilha misture a farinha de trigo, o fermento, o açúcar e o sal. Em outra vasilha maior, ponha 2 bananas e amasse bem com um garfo. Adicione o ovo, o leite, a manteiga derretida morna, e misture bem.
  • 3.       Junte os secos (farinha, açúcar, fermento etc.) a mistura de banana. Mexa com cuidado e despeje no pirex preparado. Pique as duas bananas restantes em rodelas e arrume em cima da massa. Polvilhe com o açúcar mascavo, e bem devagar, despeje a agua por cima. Leve ao forno por 30/35 minutos ou até o bolo estar dourado e uma faca sair limpa do centro.
Outras boas Idéias: Cookies de Banana e Chocolate e Bolo de banana com Calda Mocha e Castanha Caramelada

20 de julho de 2013

  • Foi lendo uma menção a berinjela grelhada em outro blog , que realizei que nunca tinha realmente feito minha ode de amor a minha grelha por aqui. Sim, ela é minha companheira há alguns anos, e minha melhor amiga na cozinha. Eu uso, abuso, tripudio dela, e ela continua ali firme e forte, sempre pronta para mim, sempre disponível, até nos momentos mais difíceis.
  • É com ela que eu faço legumes grelhados a perfeição , que se tornam saladas, aperitivos, massas etc., é com ela que eu faço o meu atum preferido, com a crosta bem crocante e a carne ainda vermelha, ou o frango preferido do filho, marinado com seu tempero querido; é minha grelha que me permite matar as saudades de batatas com vinagre e sal (resquício dos meus anos morando na terra do Tio Sam) e é ela também que me dá pancakes levinhos no café da manhã e bolinhos grelhados perfeitos.
  • No inicio, era uma só. Mas filho único não era minha praia então abri meu coração para mais uma grelha, maior, bem maior, daquelas de ferro, que pesam um sem-número de quilos, que carreguei praticamente no colo, vinda de uma viagem.  E elas me fazem muito feliz.
  • Essa salada de berinjela e abobrinha é rápida. Quer dizer, depois que se grelha os legumes, é só juntar tudo (na foto: berinjela, abobrinha, grão de bico cozido e tomates-cereja), regar com um excelente azeite, uma boa colherada de um ótimo vinagre balsâmico, talvez algumas folhas de manjericão, e pronto. É uma refeição.
  • Alguns truques: o fogo que aquece a grelha tem que ser médio, pois ela esquenta muito. Não unte a grelha nem as fatias de berinjela e abobrinha. Elas grelham ‘a seco’ mesmo. Grelhe as berinjelas e abobrinhas em fatias grandes de aproximadamente 5 a 8 mm, e depois corte-as.

15 de julho de 2013

  • Parece que eu estou sempre à procura de uma coisa diferente. Há quem diga que eu não faço nada da forma mais ‘normal’. Mas as coisas são o que elas são, e quando eu vi mais uma receita de cannoli recheados com chocolate (um doce da Sicília de massa frita recheado com um creme a base de ricota) lembrei logo dos nossos canudos.
  • Até pouco tempo, era difícil achar os canudos prontos aqui no Rio de Janeiro, então eu vivia das minhas lembranças de canudos recheados devorados nas idas a fazenda da minha tia querida no interior de São Paulo. Não me esqueço das caixas de papelão cheias daqueles pequenos cones de massa frita, repletos de doce de leite, que sempre esperavam por nós. Mas doce de leite foi o único recheio ao qual fui propriamente apresentada. Às vezes tinha um coco ralado por cima do doce de leite mas era só. E confesso que isso já me bastava. Depois soube que no sul do Brasil tambem recheia-se o canudo com misturas salgadas e fiquei devidamente curiosa.
  • Mas por enquanto, a mousse de chocolate já é uma novidade no meu repertorio. Procure usar um chocolate com bom teor de cacau (pelo menos 55% cacau). O interessante é o contraste da massa crocante e doce com o chocolate forte e macio.
  • Para 30 canudos aproximadamente
  • ingredientes

  • 220 gramas de chocolate meio-amargo (eu gosto do Garoto Cacau 55%)
  • ½ colher de chá de gelatina em pó incolor
  • 1/2 colher de sopa de agua fria
  • ½ copo de creme de leite fresco, gelado
  • 2 colheres de sopa de café quente
  • 2 gemas de ovo grandes
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • Pitada de sal
  • 30 canudos
  • modo de preparo

  • 1.       Numa pequena vasilha, pique em pedaços grandes 100 gramas de chocolate meio-amargo. Ponha para derreter em banho-maria, sem deixar o fundo da vasilha encostar na agua fervente. Retire a vasilha do banho-maria, mexa para homogeneizar o chocolate. Mergulhe as pontas dos canudos no chocolate derretido e vá pondo os canudos com a borda de chocolate em cima de uma grelha ou num pedaço de papel manteiga. Deixe secar. Ou leve a geladeira para secar mais rápido. Reserve os canudos.
  • 2.       Numa outra pequena vasilha, derreta em banho-maria o restante das 120 gramas de chocolate, sem deixar o fundo da vasilha tocar na agua fervente. Retire do banho-maria e deixe o chocolate amornar. Em outra vasilha bem pequena, polvilhe a gelatina em pó na agua fria e deixe amolecer.
  • 3.       Na vasilha da batedeira , ou a mão, bata o creme de leite até firmar em ponto de chantilly. Lembre-se de vigiar de bem perto pois o creme de leite vira manteiga rápido. Na duvida, bata a mão: é pouca quantidade de creme, portanto os braços não vão sofrer! Reserve o creme batido na geladeira.
  • 4.       Lave a vasilha da batedeira e bata nela (com o balão) as gemas de ovo com o açúcar até formar um creme grosso e claro. Enquanto isso, derrame o café quente na gelatina e misture até dissolve-la. Derrame a gelatina com o café nas gemas, batendo sem parar. Adicione o chocolate derretido (as 120 gramas). Limpe as laterais da vasilha com uma espátula e bata mais um pouco (um ou dois minutos) para incorporar bem o chocolate e a gelatina. Pare a batedeira, e com uma espátula, junte o creme de leite batido. Leve a mousse a geladeira por pelo menos 4 horas, coberta com filme plástico. A mousse pode ser feita de véspera.
  • 5.       Se você tiver sacos de confeiteiro, use-os para rechear os canudos. Senão use uma colher pequena.  Reserve os canudos recheados na geladeira até a hora de servir.

Próxima página »