simplesmente delícia

12 de maio de 2017

A idéia era voltar por essas bandas com alguma receita mais ilustrativa da maneira como minha família e eu temos nos alimentado nos últimos anos. Mas a verdade é que, essas duas últimas semanas, os dois filhos estavam em período de prova na faculdade, e por alguma razão que eu desconheço, eles ficam particularmente enlouquecidos atrás de açúcar. Nessas horas não adianta tentar trapacear e apresentar a eles um doce com menos cara de doce (na concepção deles, claro). Algo como meu querido bolo de amêndoas e abobrinha. Isso é ótimo, e rola de tempos em tempos - apesar dos protestos do filho, que não simpatiza com a inclusão das amadas abobrinhas no bolo! Mas tem certas horas, certos momentos fatídicos, em que só uma dose letal de açúcar resolve o problema. Sim, aquela dose capaz de por uma cidade inteira em coma diabético.

Eu usei chocolate ao  leite misturado com o chocolate meio-amargo (procure um chocolate meio-amargo com teor mais elevado de cacau, acima de 44%) para equilibrar um pouco mais os sabores, e ficar menos doce e enjoativo, mas você pode usar apenas o chocolate meio-amargo também. Se não quiser usar os marshmallows, use mais biscoitos, ou então passas, nozes ou castanhas.

Ingredientes

150 gramas de chocolate ao leite

150 gramas de chocolate meio-amargo

200 gramas de biscoitos tipo Oreo ou Negresco, sem o recheio, picados grosseiramente

200 gramas de biscoitos tipo Leite Maltado (Piraquê)  , picados grosseiramente

100 gramas de marshmallows picados

150 gramas de manteiga sem sal, à temperatura ambiente

1 gema de ovo, orgânico e bem fresco

100 gramas de chocolate meio-amargo

Biscoitos de chocolate e marshmallos para decorar

Modo de Preparo

1. Pique os chocolates e ponha numa tigela pequena. Pouse essa tigela em cima de uma panela com 3 dedos de agua, e derreta o chocolate em banho-maria. Atenção para não deixar o fundo da vasilha tocar na agua fervente da panela. Deixe esfriar um pouco.

2. Enquanto isso, pique os biscoitos e os marshmallows e ponha tudo numa vasilha grande.

3. Na vasilha da batedeira, ponha a manteiga, e bata muito bem até ela estar bem pastosa e lisa e ligeiramente mais clara. Adicione a gema e bata mais um pouco. Quando o chocolate derretido estiver resfriado um pouco (não queremos ele quente para não derreter a manteiga!) junte à manteiga e bata só até tornar o creme homogêneo.

4. Entorne o creme de chocolate no mix de biscoitos e marshmallows, e com uma espátula, mexa com cuidado, até todos os pedaços estarem envoltos do creme.

5. Forre uma vasilha ou assadeira de aproximadamente 22 X 22 cm com filme plástico. Entorne a mistura de biscoitos nela, e aperte bem. Fica mais fácil cobrir tudo com mais um pedaço de filme plástico e apertar com os dedos até não haver mais vácuos entre os biscoitos e marshmallows. Leve a geladeira por pelo menos 4 horas.

6. Para a calda de cobertura, derreta o chocolate meio-amargo (100gr) em banho-maria (como explicado acima). Deixe esfriar um pouco. Retire o bolo de biscoito da geladeira, desenforme retirando o filme plástico e ponha num prato. Espelhe o chocolate por cima, enfeite com biscoitos, marshmallows e granulados, e leve a geladeira mais um pouco para endurecer o chocolate. Ou sirva imediatamente se preferir a calda mais cremosa. Eu recomendo guardar esse bolo na geladeira e retirar um pouco antes de servir.

2 de agosto de 2013

  • Queridos amigos, depois de cinco anos escrevendo aqui no blog, resolvi tirar um longo período sabático. Adorei cada post que escrevi aqui, cada comentário deixado por vocês, cada amigo novo que fiz. Foram anos em que aprendi muito, me diverti muito, ganhei e perdi vários quilos, viajei e descobri coisas novas, reclamei da vida (e do calor!) e chorei minhas magoas. Muito, muito obrigada a todos os novos leitores e, sobretudo a todos aqueles que ao longo dos anos continuaram voltando aqui para acompanhar minhas aventuras na cozinha, fazer minhas receitas, sugerir pratos novos, e compartilhar suas vidas comigo.  Foi um enorme prazer participar um pouco das suas vidas!
  • Está na hora de eu trilhar outros caminhos mas tenho certeza que nos veremos por aí!
  • Obrigada por tudo, um beijo, Flavia.

29 de julho de 2013

  • Eu acho que quando o grande Chef francês Jacques Maximin , cuja especialidade é peixe, explica qual é a melhor maneira de fazer robalo você tem uma obrigação moral de experimentar.  E ele acertou em cheio porque, pelo visto como ele, eu gosto do meu peixe simples, sem grandes produções.  Descobri que não gosto nem de cenoura no peixe, para surpresa do meu pai, outro aficionado por peixes e coisas lindas provenientes do mar.
  • Mas os tomates, umas boas azeitonas pretas, talvez umas batatas (pequenas), e eu estou feliz.
  • Muita atenção ao tempo de cozimento. O único segredo na hora de preparar peixe é não cozinhar demais. Para os dois robalos (pequenos) da foto, 30 minutos foram perfeitos. Ajuste o tempo ao tamanho do seu peixe mas procure não deixar assar demais.
  • ingredientes

  • 1 robalo médio, ou 2 pequenos (de tamanhos idênticos)
  • ¼ copo de azeite de oliva
  • ¼ copo de manteiga sem sal (50 gramas)
  • ¼ copo de agua
  • ¼ copo de vinho branco seco
  • Sal
  • limão
  • Tomates picados ou tomates cereja, azeitonas pretas, tomilho e folha de louro
  • modo de preparo

  • 1.       Peça para o peixeiro limpar o peixe mas deixa-lo inteiro. Ponha o em uma assadeira aonde ele caiba sem sobrar muito espaço, para o molho ficar bem concentrado no peixe. Forre a assadeira com um pedaço de papel alumínio e reserve. Pré-aqueça o forno a 200 graus.
  • 2.       Numa panela pequena, ponha o azeite, a manteiga, a agua e o vinho. Leve ao fogo baixo somente até derreter a manteiga.  Assim que a manteiga estiver derretida, tire do fogo, mexa bem e reserve enquanto prepara o peixe.
  • 3.       Ponha o peixe na assadeira. Arrume os tomates e azeitonas em volta. Tempere com sal, tomilho e folha de louro. Regue com o molho. Esprema o suco de um limão por cima. Cubra com papel alumínio e leve ao forno por 30 minutos. Sirva quente com batatas douradas ou arroz.

22 de julho de 2013

  • Às vezes o Universo conspira a teu favor. Ou pelo menos conspira a favor de você se movimentar ligeiramente - depois de passar quase o dia todo deitada lendo uma biografia deliciosa sobre Catarina de Médici- e se dirigir até a cozinha para ver se é factível aquela receita de bolo-pudim de banana. Isto é, se as bananas estão maduras o suficiente ou se elas estão verdes e não merecem ser usadas (ainda).
  • Meus planos esse fim de semana não incluíam entrar na cozinha. Quer dizer, o plano era não fazer nada e depois disso, continuar sem fazer nada até segunda feira de manhã, quando recomeça tudo de novo. Mas entre historias fabulosas de envenenamento e casamentos reais arranjados na corte francesa de Henrique II e Catarina de Médici, eu me deparei com uma coleção de receitas de bananas no site do jornal inglês The Guardian. Sim, inglês, como Inglaterra, como em ‘Arqui-inimigo de sempre da França e dos franceses”. Mas  eu procuro manter meu coração aberto , e apesar do  meu respeito e admiração pela Rainha Catarina de Médici (italiana de nascimento mas francesa pelo casamento e seus princípios), uma rainha (injustamente)  mais conhecida por ter instigado o Massacre da Noite de São Bartolomeu do que pelo seu gigantesco aporte a cultura, culinária (SIM!) e arquitetura da França, o apelo das bananas do jornal inglês foi grande. Ou, mesmo que temporariamente, maior,  já que assim que o bolo-pudim ficou pronto, eu fui, com meu prato devidamente paramentado de uma enorme fatia, de novo para meu canto continuar a saga de mais essa Rainha injustiçada pela Historia.
  • Não consegui achar um nome apropriado para esse doce. Não se trata de um bolo exatamente pois é bem úmido e com uma massa mais compacta. Mas também não é um pudim. Uma coisa é certa: é delicioso. Sirva-o ainda morno, com uma bola de sorvete, uma bela colherada de creme de leite fresco batido em chantilly ou não; e de preferencia no mesmo dia. Apesar de que, algumas pessoas alegam terem me visto beliscando pedacinhos caramelizados desse bolo-pudim de banana no café da amanha do dia seguinte…
  • Receita ligeiramente adaptada do The Guardian
  • ingredientes

  • 150 gramas de farinha de trigo
  • ½ colher de chá de fermento em pó
  • 100 gramas de açúcar
  • ½ colher de chá de sal
  • 4 bananas pequenas/medias, bem maduras
  • 1 ovo
  • 250 ml de leite
  • 100 gramas de manteiga sem sal, derretida, a temperatura ambiente
  • 70 gramas de açúcar mascavo
  • 120 ml de agua filtrada
  • modo de preparo

  • 1.       Pré-aqueça o forno a 180 graus. Unte um pirex quadrado de 20 cm, com manteiga e reserve.
  • 2.       Numa vasilha misture a farinha de trigo, o fermento, o açúcar e o sal. Em outra vasilha maior, ponha 2 bananas e amasse bem com um garfo. Adicione o ovo, o leite, a manteiga derretida morna, e misture bem.
  • 3.       Junte os secos (farinha, açúcar, fermento etc.) a mistura de banana. Mexa com cuidado e despeje no pirex preparado. Pique as duas bananas restantes em rodelas e arrume em cima da massa. Polvilhe com o açúcar mascavo, e bem devagar, despeje a agua por cima. Leve ao forno por 30/35 minutos ou até o bolo estar dourado e uma faca sair limpa do centro.
Outras boas Idéias: Cookies de Banana e Chocolate e Bolo de banana com Calda Mocha e Castanha Caramelada

20 de julho de 2013

  • Foi lendo uma menção a berinjela grelhada em outro blog , que realizei que nunca tinha realmente feito minha ode de amor a minha grelha por aqui. Sim, ela é minha companheira há alguns anos, e minha melhor amiga na cozinha. Eu uso, abuso, tripudio dela, e ela continua ali firme e forte, sempre pronta para mim, sempre disponível, até nos momentos mais difíceis.
  • É com ela que eu faço legumes grelhados a perfeição , que se tornam saladas, aperitivos, massas etc., é com ela que eu faço o meu atum preferido, com a crosta bem crocante e a carne ainda vermelha, ou o frango preferido do filho, marinado com seu tempero querido; é minha grelha que me permite matar as saudades de batatas com vinagre e sal (resquício dos meus anos morando na terra do Tio Sam) e é ela também que me dá pancakes levinhos no café da manhã e bolinhos grelhados perfeitos.
  • No inicio, era uma só. Mas filho único não era minha praia então abri meu coração para mais uma grelha, maior, bem maior, daquelas de ferro, que pesam um sem-número de quilos, que carreguei praticamente no colo, vinda de uma viagem.  E elas me fazem muito feliz.
  • Essa salada de berinjela e abobrinha é rápida. Quer dizer, depois que se grelha os legumes, é só juntar tudo (na foto: berinjela, abobrinha, grão de bico cozido e tomates-cereja), regar com um excelente azeite, uma boa colherada de um ótimo vinagre balsâmico, talvez algumas folhas de manjericão, e pronto. É uma refeição.
  • Alguns truques: o fogo que aquece a grelha tem que ser médio, pois ela esquenta muito. Não unte a grelha nem as fatias de berinjela e abobrinha. Elas grelham ‘a seco’ mesmo. Grelhe as berinjelas e abobrinhas em fatias grandes de aproximadamente 5 a 8 mm, e depois corte-as.

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