Belo Horizonte vista da Serra do Rola Moça - Foto de Luiz Marcio Pereira
- Há algum tempo eu vinha perturbando minha amiga querida para irmos passar uns dias em Belo Horizonte e Inhotim. E ela, como boa mineira transplantada no Rio de Janeiro, vinha me enrolando e me contando historias sobre como quando ela vai a BH, não tem tempo para fazer turismo. Mas ela também não admite que eu vá sozinha já que se trata da terra dela (isso, já descobri, é uma característica dos bons Mineiros). Então há duas semanas batemos o martelo e marcamos a data. E agora ela vai ter que arrumar muitos outros finais de semana para ficar comigo em Belo Horizonte porque eu adorei meus dias em Minas Gerais e pretendo voltar logo. Ainda tenho uma lista de coisas que não tivemos tempo de fazer em Belo Horizonte (como os Museus) e precisamos voltar a Inhotim antes de setembro quando já inauguram as próximas instalações. E não vou nem começar a pensar nos restaurantes que não conheci e nas comidas que não provei. Só preciso de umas semanas de dieta antes para compensar as roscas frescas, os queijos incríveis, a goiabada, o doce de leite, os figos recheados etc e tal.
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- Belo Horizonte; As rosas mais lindas que eu já vi e os doces de figo recheados, presente de uma amiga mineira. Almoço no simpático A Favorita, em frente da Villa Vittini, outro templo da perdição feminina.
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- O mercado Municipal de Belo Horizonte, ou como voltar para o Rio de Janeiro com quinze quilos a mais na bagagem (é serio, foram quinze quilos de comida e cerâmicas de Inhotim no voo de volta).
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- Eu tinha certeza que ia gostar do Inhotim. Só não sabia o quanto eu ia cair nas graças do lugar. Desde o pessoal atencioso e extremamente competente (adorei saber que 80% dos funcionários são da região- que magnifico incentivo!), o paisagismo espetacular, as obras e instalações de arte, até a comida impecável dos restaurantes. Tudo é simplesmente surpreendente. Ficamos um dia e já sai de lá com vontade de voltar, levar os filhos e passar mais tempo me perdendo no meio desse lugar grandioso e fascinante.
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- Folly, o pavilhão de Valeska Soares, que faz qualquer um sair dançando - e o pavilhão, lindo, da Adriana Varejão.
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- Beam Drop, do Chris Burden. Assista aqui o video do processo de montagem da obra.
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- Gui Tuo Bei, do artista chinês Zhang Huan - ou a tartaruga carregando o peso do Mundo (assista aqui um video sobre a remontagem dessa peça de 14 toneladas) E a obra Elevazione do artista italiano Giuseppe Penone.
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- Eu acho que uma das coisas que mais me impressionou no Inhotim foi como absolutamente tudo é impecável- desde os jardins, os arranjos de plantas e flores, até a organização e profissionalismo dos funcionários todos. Mas acho que nada me surpreendeu tanto quanto a comida. São vários restaurantes mas eu tive o prazer de ir no Tamboril onde a Chef Dailde Marinho dá um show de competência. Tudo é de um capricho exemplar, bem arrumado e sobretudo, delicioso.
A Chef Dailde Marinho e um dos melhores tiramissús que já comi em restaurantes.
- Sonic Pavillion, ou O Som da Terra, do americano Doug Aitken, é uma construção dentro da qual o espectador ouve uma transmissão contínua de sons emitidos a centenas de metros (202 metros) no interior da Terra e captados por microfones geológicos. É um lugar incrível e os sons emitidos pelos microfones nos dão realmente a sensação que a Terra fala. Nesse vídeo, produzido pela Globo, uma explicação mais detalhada do uso dos microfones.
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