simplesmente delícia

Arquivo de abril de 2009

30 de abril de 2009

Eu estou sempre à procura de doces com limão. Qualquer coisa serve desde que o limão seja muito presente, isto é, sabor pronunciando, límpido e sem duvidas. Nada de doces que não dizem-a-que-veem ou com aroma artificial. Ou então encharcados de leite condensado. Veja bem, não tenho nada contra leite condensado mas o excesso do produto mata quase totalmente o frescor do perfume do limão. Já nem discuto mais com minha querida irmã que deveria pedir perdão todos os dias aos Deuses dos Doces (cujo altar eu venero diariamente…) por fazer juras de amor àquela torta de limão com suspiro daquela loja cujo nome não consigo nem pronunciar. Torta de limão essa que de limão não tem nada. Bem talvez uma ou outra raspinha de limão perdida naquele monte de suspiro com gosto de isopor…

Bem mas agora que eu já denunciei a mãe de minha afilhada por atentado ao limão (não se preocupem pois estou cuidando para que minha afilhada e sobrinha não caia na tentação errada!!! ) vamos ao que interessa: um bolo clássico, cheio de sabor, fácil de fazer e totalmente viciante. Foi na revista Gourmet que a dita irmã trouxe para mim que achei essa receita. Alias são uma serie de 5 receitas que parecem promissoras, assim não se espantem se durante um tempo pelo menos, os ares do Simplesmente Delicia ficarem perfumados com meu querido limão…

Obs: Para sobremesas de uma forma geral, eu prefiro usar o limão Siciliano, ao inves do nosso limão verde. Acho o Siciliano mais perfumado e mais agradavel na lingua do que o nosso verde (dito Tahiti) . Mas essa receita pode ser feita com o limão verde tambem !

  •  ingredientes

  • 3 copos de farinha
  • 3 colheres de sobremesa de fermento em pó
  • ½ colher de sobremesa de sal
  • 3 colheres bem cheias de raspas de limão (cuidado para não ralar a parte branca da fruta)
  • 1 colher de sobremesa de baunilha
  • 200 gramas de manteiga sem sal, temperatura ambiente
  • 1 ½ copo de açúcar
  • 6 ovos
  • 1 copo de leite, temperatura ambiente
  • 2 copos de açúcar de confeiteiro
  • ½ copo de suco de limão
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  • modo de preparo

  • 1. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Forre uma forma de 24 cms com laterais removíveis forrando o fundo com papel manteiga, untando de manteiga e polvilhando com farinha. Reserve.
  • 2. Numa vasilha, misture a farinha, o fermento e o sal e reserve.
  • 3. Numa outra vasilha ponha o açúcar e as raspas de limão. Com os dedos, esfregue bem as raspas ao açúcar para as raspas liberarem todo o seu perfume. Ponha esse açúcar perfumado na vasilha da batedeira, e junte a manteigae a baunilha. Bata em velocidade alta até formar um creme bem leve e clarinho, uns 3 a 4 minutos. Junte os ovos um por um, batendo bem entra cada um.
  • 4. Em velocidade baixa, adicione 1/3 dos secos e depois 1/3 do leite. Junte o restante dos secos e do leite, sempre terminando com os secos (farinha+fermento+sal). Páre a batedeira quando acabar de incorporar o ultimo 1/3 de farinha e entorne a massa na forma preparada. Leve ao forno por 45/50 minutos, ou quando uma faca sair limpa do centro do bolo. Ponha o bolo em cima de uma grelha e deixe esfriar 5 minutos.
  • 5. Enquanto isso, numa pequena vasilha, misture o açúcar de confeiteiro e o suco de limão. Mexa até diluir todo o açúcar.
  • 6. Assim que possível (mas com o bolo ainda quente), desenforme o bolo e ponha de volta na grelha. Ponha a grelha em cima de um papel manteiga ou outra superfície de fácil limpeza para simplificar na hora de limpar a calda que escorrer do bolo. Fure todo o bolo com um palito. Devagar, entorne a calda de limão em toda a superfície do bolo. Use um pincel de cozinha para passar a calda nas laterais também. À medida que for entornando a calda, deixe a calda entrar bem no bolo antes de pôr mais calda. Deixe o bolo descansar pelo menos 1 hora antes de partir. A calda vai formar uma crosta por fora e o bolo vai estar umedecido por dentro.

28 de abril de 2009

Tenho que admitir que tenho evitado postar mais receitas do meu eterno amor grande amigo de infância, o Ottolenghi, por medo de vocês acharem que de fato esse é o único livro de culinária que eu possuo… ou então que eu sou tão desprovida de imaginação que preciso ficar falando dele como se não houvesse amanhã… Mas essa receita foi uma surpresa tão grande que tive a certeza que vocês também iam acabar se rendendo ao inevitável: o cara é o homem!!!

Ottolenghi recomenda essa receita para um café da manha ou um brunch mas eu a curti mesmo no almoço, com uma fatia linda de pão. O prato é leve, super aromatizado, e fácil de fazer. O kirmizi biber da receita original foi substituído pela pimenta caiena, que depois que uma rápida pesquisa na internet revelou se tratar da mesma coisa (ou algo muito parecido-assim se você encontrar o kirzimi na sua área, me conte como é pois não conhecia essa especiaria). Esse prato é uma adaptação do clássico prato turco çilbir, que nada mais é do que ovos poché com iogurte e manteiga derretida. Combinação essa imbatível.

  •  ingredientes

  • 2 ovos
  • 8 copos de folhas de rúcula, limpas e secas (nao se assuste com a quantidade, a rucula depois de refogada, rende muito pouco. Os 8 copos equivalem a 2 molhos da verdura do local onde comprei)
  • 2 colheres de azeite extra-virgem
  • 75 ml de iogurte natural (1/2 pote de iogurte)
  • ½ dente de alho
  • Sal a gosto
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal
  • ½ colher de chá de pimenta caiena (ou à gosto)
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  • modo de preparo

  • 1. Pré-aqueça o forno a 150° graus.
  • 2. Numa frigideira grande, aqueça o azeite e junte a rúcula. Mexa sobre fogo médio com uma espátula por alguns minutos (3 ou 4 mns aproximadamente) até as folhas estarem totalmente murchas. Ponha as rúculas numa vasilha pequena que vá ao forno. Com um garfo, faça 2 espaços nas rúculas para por os ovos.
  • 3. Quebre cada ovo no espaço feito na rúcula. Cuidado para não quebrar a gema. Leve ao forno por 12/15 minutos, ou até as claras começarem a endurecer. Quremos as gemas ainda moles.
  • 4. Enquanto isso, prepare o molho de iogurte. Num liquidificador, bata o iogurte com o dente de alho picado e uma pitada de sal. Bata bem e reserve, mas não ponha na geladeira.
  • 5. Quando faltarem 2 a 3 minutos para os ovos ficarem prontos, prepare a manteiga. Numa panelinha, derreta a manteiga. Assim que estiver derretida, ponha a pimenta caiena e deixe a manteiga espumar e ficar com uma bela cor dourada. Tire a panela do fogo.
  • 6. Tire os ovos do forno assim que ficarem prontos. Imediatamente ponha o molho de iogurte por cima, e a manteiga quente. Sirva imediatamente com uma bonita fatia de pão.
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20 de abril de 2009

 Para ser sincera eu normalmente sou muito cética em relação a essas comidas que prometem mundos e fundos. Quer dizer, é hoje tão comum ouvirmos que tal ou tal grão/fruta/cereal é capaz de erradicar o câncer, diminuir o colesterol, criar anticorpos que dentre em pouco me parece que até ganhar o prêmio Nobel da Paz vai ser uma possibilidade. Mas no caso da quinoa, me interessei um pouco mais pois de fato gosto do grãozinho ! Então fui ao trabalho e descobri que , ao contrario do que eu pensava, não se trata de um cereal. É mesmo uma semente, (ou um pseudo-cereal) , que tem alto teor de proteínas (12-18%) e também de aminoácidos. Ela tem também alto teor de fibras, fósforo, magnésio e ferro. E não tem glúten , e é de fácil digestão !! Bem mas isso tudo não seria nada se eu não gostasse dela ! É difícil de resistir ao leve sabor de nozes e a textura um pouco crocante dessa semente. Ela fica particularmente bem com qualquer coisa cítrica, e nessa receita, o agrião cria um contraste muito feliz, levemente picante, com o limão e a quinoa. E o frango só vem criar um pouco mais de dinâmica num prato já repleto de ginga!

 Para 3 a 4 pessoas

  

  • ingredientes

  • 150 gramas de quinoa crua
  • 300 gramas de peito de frango grelhado, desfiado (ou o equivalente a 2 peitos de frango)
  • 150 gramas de agrião, limpo, só as folhas
  • 100 gramas de castanhas do Pará
  • 1 limão (casca e suco)
  • 4 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
  • Noz moscada ralada, a gosto (eu provavelmente usei ½ colher de chá)

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  • modo de preparo

  •  1. Numa panela media, cozinhe a quinoa em água salgada por 7 minutos (cheque a embalagem e confira o tempo de cozimento da quinoa de sua preferência). Escorra a água e deixe esfriar. Reserve.
  • 2. Aqueça o forno a 180° C. Ponha as castanhas do Pará num tabuleiro e leve ao forno por 10 minutos. Quando começarem a dourar, tire-as do forno, deixe-as esfriar e pique-as grosseiramente. Reserve.
  • 3. Rale a casca do limão com cuidado para não retirar a parte branca da fruta e reserve. Esprema o limão e ponha o suco numa pequena vasilha. Adicione o azeite, noz moscada ralada, sal e pimenta e mexa bem com um garfo.
  • 4. Misture à quinoa, ¾ das castanhas do Pará picadas e as raspas de limão. Tempere com metade do molho da salada e arrume num prato.
  • 5. Com um pouco do molho de salada restante, tempere as folhas de agrião e ponha-as sobre a quinoa. Arrume por cima do agrião, o frango desfiado. Jogue por cima o ¼ restante das castanhas. Se sobrar molho, você pode oferecer separadamente. Sirva imediatamente.
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18 de abril de 2009

Uma das razões pela qual o inverno carioca é minha estação preferida é que temos a oportunidade de nos aventurar no mundo das sopas novamente. Pessoalmente não sou muito fã das sopas frias. Gosto mesmo daquelas sopas bem quentes, cheias de texturas e cores vibrantes, que por si só substituem uma refeição. Claro que acompanhadas de um pão quentinho, uma manteiga deliciosa e uma taça de vinho tinto! E foi nesses últimos dias, quando a temperatura por aqui deu um sinal de trégua ao calor, que tirei do armário minha adorada caçarola Le Creuset,  filha única-de-mãe-viúva, que guardo com tanto carinho para essas ocasiões.

 Essa sopa só pode ser feita com o arroz Arborio, pois somente ele é capaz de absorver uma grande quantidade de liquido sem perder a forma ou a textura. O Arborio quando cozinha também libera amylopectina, uma espécie de amido que permite aos grãos de ficarem aglomerados sem portanto ficarem gelatinosos ou melados. Procure servir a sopa imediatamente para o arroz estar no ponto certo ! Apesar de que, há quem diga que na calada da noite eu fui vista requentando essa sopa…

 Serve 4 pessoas

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  • ingredientes

  • 3 dentes de alho
  • 2 abobrinhas médias
  • 1 colher de sopa, bem cheia, de tomilho seco (eu usei o tomilho fresco pois acho o perfume irresistível)
  • 1 lata de tomates pelados, inteiros
  • ½ copo de arroz Arborio
  • 300 gramas de cogumelos frescos, fatiados
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 3 a 4 copos de caldo de legumes
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  • modo de preparo

  • 1. Corte as abobrinhas em rodelas grossas de aproximadamente 2 cm e em seguida corte as rodelas em cubos. Reserve.
  • 2. Numa panela grande, aqueça o azeite e frite os dentes de alho picados e o tomilho. Quando o alho começar a ficar dourado, junte as abobrinhas. Deixe-as dourarem no alho, mexendo ocasionalmente. Quando estiverem douradas mas ainda firmes, junte os tomates em lata. Cozinhe por uns 10 minutos, mexendo com uma colher de pau para quebrar os tomates e liberar o suco que fica dentro. Acrescente 2 copos de caldo de legumes e deixe ferver em fogo médio.
  • 3. Adicione os champignons e o arroz Arborio. A partir daqui, ligue o cronometro: são 16 minutos. Vá acrescentando (ou não) mais caldo se necessário. Pessoalmente prefiro a sopa menos aguada, mas se gostar junte o resto do caldo. Ao fim dos 16 mns, o arroz deve estar al dente.  Tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Sirva a sopa imediatamente, com queijo ralado à parte

15 de abril de 2009

Essa receita está no repertorio dos meus filhos há tanto tempo que na realidade nem pensei em usá-la num post aqui. Mas num momento recente de lucidez (após vários dias de uma mega gripe, acho que foi esse o sinal de que estava começando a sair do estupor…) realizei de que ela tinha mesmo o potencial para agradar muita gente. Alias, é difícil alguma coisa com queijo não ser pelo menos potencialmente razoável, não?? E essa receita já me salvou inúmeras vezes em que me vi com meus dois adoráveis rebentos em lugares e situações menos favoráveis à , digamos, alta culinária!

Sirva essa massa com um prato de tomates-cerejinha ou brócolis para uma refeição um pouco mais balanceada. Mas na hora do aperto, não hesite em servi-la sozinha mesmo e você provavelmente vai ser um hit com os pequenos e, com absoluta certeza, os grandes.

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  • para 3 ou 4 pessoas
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  • ingredientes

  • 300 gramas de massa (eu usei spaghettini, mas esse molho fica melhor com penne)
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 100 gramas de cream-cheese, de preferência Philadelphia
  • 2/3 copo de leite
  • 1/3 copo de pistaches, sem casca
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  • modo de preparo

  • 1. Ponha o macarrão para cozinhar em água salgada fervente e ligue o cronometro para nao deixar passar o ponto. Cozinhe-o al dente.  
  • 2. Numa panela pequena, derreta a manteiga. Quando ela estiver derretida, junte o cream-cheese e mexa com um fouet até o queijo estar todo derretido. Junte o leite aos poucos, mexendo sempre, e deixe ferver. Assim que ferver, desligue o fogo, tampe a panela. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Reserve
  • 3. Quando o macarrão estiver pronto, escorra-o e imediatamente junte o molho pronto. Adicione os pistaches e sirva imediatamente.

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