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30 de março de 2012

Belo Horizonte vista da Serra do Rola Moça - Foto de Luiz Marcio Pereira

  • Há algum tempo eu vinha perturbando minha amiga querida para irmos passar uns dias em Belo Horizonte e Inhotim. E ela, como boa mineira transplantada no Rio de Janeiro, vinha me enrolando e me contando historias sobre como quando ela vai a BH, não tem tempo para fazer turismo. Mas ela também não admite que eu vá sozinha já que se trata da terra dela (isso, já descobri, é uma característica dos bons Mineiros). Então há duas semanas batemos o martelo e marcamos a data. E agora ela vai ter que arrumar muitos outros finais de semana para ficar comigo em Belo Horizonte porque eu adorei meus dias em Minas Gerais e pretendo voltar logo. Ainda tenho uma lista de coisas que não tivemos tempo de fazer em Belo Horizonte (como os Museus) e precisamos voltar a Inhotim antes de setembro quando já inauguram as próximas instalações. E não vou nem começar a pensar nos restaurantes que não conheci e nas comidas que não provei. Só preciso de umas semanas de dieta antes para compensar as roscas frescas, os queijos incríveis, a goiabada, o doce de leite, os figos recheados etc e tal.

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  • Belo Horizonte; As rosas mais lindas que eu já vi e os doces de figo recheados, presente de uma amiga mineira. Almoço no simpático A Favorita, em frente da Villa Vittini, outro templo da perdição feminina.
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  • O mercado Municipal de Belo Horizonte, ou como voltar para o Rio de Janeiro com quinze quilos a mais na bagagem (é serio, foram quinze quilos de comida e cerâmicas de Inhotim no voo de volta).
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  • Eu tinha certeza que ia gostar do Inhotim. Só não sabia o quanto eu ia cair nas graças do lugar. Desde o pessoal atencioso e extremamente competente (adorei saber que 80% dos funcionários são da região- que magnifico incentivo!), o paisagismo espetacular, as obras e instalações de arte, até a comida impecável dos restaurantes. Tudo é simplesmente surpreendente. Ficamos um dia e já sai de lá com vontade de voltar, levar os filhos e passar mais tempo me perdendo no meio desse lugar grandioso e fascinante.
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  • Folly, o pavilhão de Valeska Soares, que faz qualquer um sair dançando - e o pavilhão, lindo, da Adriana Varejão.
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  • Beam Drop, do Chris Burden. Assista aqui o video do processo de montagem da obra.

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  • Gui Tuo Bei, do artista chinês Zhang Huan - ou a tartaruga carregando o peso do Mundo (assista aqui um video sobre a remontagem dessa peça de 14 toneladas)  E a obra Elevazione do artista italiano Giuseppe Penone.
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  • Eu acho que uma das coisas que mais me impressionou no Inhotim foi como absolutamente tudo é impecável- desde os jardins, os arranjos de plantas e flores, até a organização e profissionalismo dos funcionários todos. Mas acho que nada me surpreendeu tanto quanto a comida. São vários restaurantes mas eu tive o prazer de ir no Tamboril onde a Chef Dailde Marinho dá um show de competência. Tudo é de um capricho exemplar, bem arrumado e sobretudo, delicioso.

A Chef Dailde Marinho e um dos melhores tiramissús que já comi em restaurantes.

  • Sonic Pavillion, ou O Som da Terra, do americano Doug Aitken, é uma construção dentro da qual o espectador ouve uma transmissão contínua de sons emitidos a centenas de metros (202 metros) no interior da Terra e captados por microfones geológicos.  É um lugar incrível e os sons emitidos pelos microfones nos dão realmente a sensação que a Terra fala.  Nesse vídeo, produzido pela Globo, uma explicação mais detalhada do uso dos microfones.

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16 de março de 2012

  • The Serpentine em Hyde Park, numa tarde linda de fevereiro.
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  • A Royal Academy onde está tendo uma incrível exposição do David Hockney.
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  • O clássico Fish & Chips, no café da TATE Modern depois de ver a exposição da Yayoi Kusama (o filme da Tacita Dean no Turbine Hall foi uma surpresa boa) e um prato de duas saladas e um atum, perfeitos, no meu eterno grande amor, Ottolenghi.
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  • Tão inglês não?
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  • No NOPI, o restaurante novo do Ottolenghi.  De cima, da esquerda para a direita: burrata com grãos de coentro, laranjas (blood oranges) e emulsão de azeite com mel; cheesecake salgado (Valdéon) com beterrabas e mel trufado ; Polvo com skordalia (um purê de origem grega) e has el hanout; Arroz doce com baunilha, pistaches assados e rosas; Vieiras grelhadas com orelha de porco, feijão preto e molho de gengibre; Bolo de chocolate ,avelãs e mahlab com cerejas.
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  • Grayson Perry no British Museum, um artista pelo qual me apaixonei; e um trabalho de outro artista querido, o Dale Chihully, no Victoria & Albert Museum.
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  • No Roka, incrível restaurante japonês contemporâneo.
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  • Flores de inverno em Londres.
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  • Hyde Park.
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  • Depois de assistir a London Philarmonic Orchestra tocar com o Joshua Bell, jantar no Wild Honey: Carneiro com passas, pignolis e purê; Salada de Beterraba com grãos (quinoa, sementes de girassol, sementes de abobora, lentilha), folhas e um queijo de cabra bem leve.
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  • Passeando por Kensington; a St Paul Cathedral.

8 de março de 2012

Fim de tarde no Jardim das Tuileries, com a Torre Eiffel de um lado e  o Grand Palais do outro.

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O impecável e delicioso Spring, do Daniel Rose.

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A Place des Vosges, no Marais, é um dos cantos aonde eu volto sempre.

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  • Em cima, as ‘Religieuses’, meu doce preferido (a de café)- acho que conheço todas em Paris, as ótimas, as boas e as não-tão-boas-assim…; Embaixo, a esquerda, as ‘chouquettes’ e a direita, os ‘cannelés’. Eu vejo as ‘chouquettes’ em alguma ‘boulangerie’ e de novo tenho 8 anos. Uma das minhas ‘Madeleines’.
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O Museu do Louvre, antes Palácio, e seu Carrousel.  Eu devo ter nascido em outra encarnação porque sempre fico imaginando como era morar nesses Palácios, escolho o ‘meu’ quarto e fico imaginando como seria a vida… E a Pirâmide do I. M. Pei. Devo dizer que a Pirâmide e eu não somos nada amigas. Não simpatizamos e vivemos um eterno conflito.

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  • O Arpège era um sonho. E depois de passar por lá, continua um sonho. A cozinha do Alain Passard é o que mais se aproxima de uma poesia: uma ode às cores, aos contrastes, a musica, a arte. Uma sinfonia aonde os legumes e frutas tem claramente um papel principal. O Alain Passard cultiva ele mesmo seus legumes num ‘potager’ (horta) orgânico há 200 quilômetros de Paris. Os produtos chegam diariamente ao restaurante não precisando então de nenhum condicionamento. O que Passard não usa no ‘potager’, é vendido num quiosque na Grande Epicerie do Bon Marché ou usado para compostagem na própria horta. O Menu tem 11 pratos com direito a mais duas surpresas (o Menu todo todo está no Facebook do blog e as surpresas foram Brandade de bacalhau, aipo, com coral e trufas e Pato com molho de chá e geleia de laranja). Foram quatro horas de prazer, e após as quatro horas, decidi que Albert Einstein tinha razão: o tempo é relativo.
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  • Obrigada, mãe, por me proporcionar um dentre vários momentos maravilhosos.

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  • Ostras na Huitrerie: a direita na foto, as Especiales Moyennes, e a esquerda, as Fines de Claires. E cogumelos recheados de escargot, no Café des Musées (Marais). Embaixo, escargots com o clássico molho de ervas, e Coquilles St Jacques, que estão na época.
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O Jardin do Luxembourg com seu Palais du Luxembourg.

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  • Um ‘Framboisier’, torta clássica francesa, de framboesas, para comemorarmos o aniversario do meu sobrinho querido.
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24 de julho de 2011

Lacoste, aonde o grande Marquis de Sade, cujos livros me marcaram tanto, tinha seu castelo.

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  • Le Vivier, em Isle-sur-la-Sorgue, uma das minhas cidades preferidas na Provence. De cima à esquerda: Foie gras com enguia defumada e geleia de cereja; e alcachofras poivrade (um tipo especifico da Provence, colhido cedo, tenro e com bastante carne) com presunto espanhol, trufas de verão e gaspacho de amêndoas. Embaixo: o amuse bouche (preferido da filha) de ostra fresca servida com mousse de foie gras; e a sobremesa de varias brincadeiras com chocolate.  Esse restaurante nos foi tão agradável que voltamos para um repeteco quando provei pombo pela primeira vez (não como muita carne mas gosto de provar tudo). Era noite e as fotos não fazem jus aos pratos mas o dito ‘Pithivier’ de pombo com cèpes e foie gras’, especialidade da casa, foi uma grata surpresa. E a torta de pistache com granité de framboesas e mousse de manjericão. Não, melhor não falar dela pois não quero nem pensar no que a filha é capaz de fazer para por suas mãozinhas de novo nessa sobremesa…

ohohoh

ohohoho

ahahahahahah

ahahaha

  • Arles, na fronteira entre a Provence e a Camargue, é uma das minhas cidades preferidas. Durante o Império Romano, Arles era uma das residências do Imperador e as ruinas, bem preservadas, abundam. Acho que em outra encarnação fui antropóloga ou arqueóloga, pois nada me deixa mais feliz do que visitar o anfiteatro ou as galerias subterrâneas datadas de antes de Jesus Cristo. Da época cristã da cidade, uma das coisas mais lindas são a Igreja e os claustros de Saint-Trophime. Os claustros em particular, construídos em duas etapas (XII século e XIV século), são considerados uma obra-prima de arquitetura pelo equilíbrio nas esculturas decorativas.
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ahahaha

  • Le Phébus, perto de Gordes, onde meu coração se abriu para o Mel de Chataignier, servido com queijo de cabra. É um mel forte, com perfume acentuado das castanhas, que casa perfeitamente com a leveza e a textura do queijo de cabra.

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  • Chegamos a Apt no dia de mercado. Bem, um momento de confissão: os mercados da Provence estão um tantinho assoberbados pelos turistas, o que gera intensa irritação da minha parte já que, aonde quer que eu esteja, me sinto local e olho para os turistas como, bem, turistas invadindo a minha praia. Sim, isso serve para qualquer lugar do Mundo. Eu sei, eu sei que sou tão turista quanto os outros mas uso minha coroa imaginaria e me sinto ‘local’. Mas como eu não consigo passar imune por um mercado de comida e obviamente, não consigo não comprar alguma coisinha irresistível aos meus olhos, enchi a sacola (reciclável) de cebolas incríveis, mel de chataignier (o mel de castanhas, meu mais novo amigo de infância) e tomates para o almoço. Depois passamos na Catedral de Sainte-Anne, que abriga o que seriam as relíquias de Santa Ana (mãe da Virgem Maria) para agradecer mais um dia lindo nas nossas vidas.
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  • Eu tinha me esquecido de como a Abbaye de Silvacane é mesmo linda. Das três abadias cistercienses da Provence, essa é a mais antiga, o inicio de sua construção datando de 1175. Os monges cistercienses obedeciam às regras de São Bento que prega a pureza do estado monástico pelo trabalho, a reza e a pobreza. Assim apesar de não haver nenhum texto especifico sobre arquitetura, os resultados são monastérios funcionais e totalmente desprovidos de ornamentação (que poderiam distrair os monges da reza). A beleza dessas construções resulta unicamente nos seus volumes, na harmonia na organização e alinhamento das pedras, e nos jogos de luzes nas raras aberturas (janelas). As esculturas são raras e não há vitrais.

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  • Nossa boulangerie local, em Robion,  que ainda assa os pães no forno a lenha.  E um prato com céleri-rave (aipo-rabano em português),  preferido da mãe. E claro, o indefectível Champagne rosé.

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  • Confesso que não tinha a menor intenção de conhecer Fontaine de Vaucluse mas a irmã tanto perturbou que dessa vez cedi as pressões. O que não faço pela família. Mas o lugar é mesmo lindo. Nos pés de uma incrível falésia de 230 metros e com o Castelo do Bispo de Cavaillon ao lado (viu, irmã, mais um sinal!), essa fonte é objeto de culto desde a Antiguidade e é uma das mais importantes do mundo. Ainda parcialmente explorada até -308 metros, a fonte dá origem ao Rio Sorgue.

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  • Baux de Provence

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  • A “Madeleine” da minha querida irmã.
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  • Gordes
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21 de julho de 2011

  • Umas das coisas boas da Europa é a proximidade dos lugares, o fato em algumas horas podemos estar em paisagens tão dispares quanto Paris e a Savoia. Chegamos em Aix-les-Bains com um convite para ouvir musica num concerto ao ar livre no Castelo de La Rupelle, em Brison St Innocent, pequeno village vizinho. O castelo é uma residência particular e os condes abriram as portas para um concerto no final do dia. Alias casal encantador que nos fez muito rir com histórias da tia, freira, que morou 30 anos em Marilia, estado de São Paulo. Vou admitir que a musica não estava lá grandes coisas, mas o lugar é deslumbrante, com uma vista memorável em cima do lago do Bourget, que nos leva até a Abbaye de Hautecombe. Esse antigo monastério cisterciano, aonde estão enterrados os membros da Casa Real da Savoia (adoro uma família Real) foi abandonado pelos monges em 1994 pois, como corre a fofoca em Aix, eles estariam cançados de ver mulheres de biquíni pelas janelas… Mas o monastério pode ser visitado e é um lugar lindo, lindo.

  • Em baixo do Castelo as vinhas tomam conta da paisagem. Alias os vinhos da Savoia tem recentemente,  crescido em popularidade e cotação, e não estou falando só da minha Chartreuse querida. Mais um motivo para se explorar mais esse meu cantinho da França.

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ohohohohoh

  • Acho que não tem nada melhor do que acordar cedo num lindo sábado e ir para o mercado se perder entre os queijos, fruitas e legumes. Melhor ainda quando a companhia é boa e eu estou em casa. Nesse inicio do mês de julho damascos, pêssegos, morangos e cerejas estão no pico da estação e meus queijos preferidos estão a um alcance perigoso.  Não existe nada melhor do que os queijos da Savoia. Pronto, falei. O meu preferido ainda é o Vacherin (queijo dos meses de inverno) mas uma excelente Tomme ou um Reblochon maduro são qualquer coisa de fascinante. E depois de alguns dias incríveis em Aix, não se espante se durante um mês após meu retorno ao Brasil, eu só comer em dias de feriados nacionais…

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  • Nada, nada mesmo, me lembra tanto minha avó quanto o Gateau de St Genix. Bem talvez os fins de noite tomando chá na cozinha, com as torradas e o vidro azul de geleia de morangos na mesa nas noites muito frias de inverno. E o som das suas pantufas no mármore da escada. Ela costumava comprar os bolinhos menores, com suas pralinés rosas e pedacinhos de açúcar brindando meus olhos.  Já tentei recria-los aqui no Brasil, inclusive com as pralinés rosas que trouxe da França mas as tentativas foram sempre em vão.  Tenho certeza que esse pão tem algo mágico nele.

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