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9 de abril de 2013

  • No post anterior eram as alcaparras então agora vamos às anchovas e as beterrabas, outra injustiçada! Mas aqui entre nós, é provável que existam mais amantes de beterraba do que de anchovas. Eu adoro ambas, e beterraba e anchovas fazem uma dupla dinâmica com o perfume picante da anchova complementando a textura da beterraba. Aqui nesse prato, o perfume das anchovas não é marcante mas elas vão dar uma profundidade a salada.
  • Essa salada é para mim, uma refeição, mas os filhos tendem a fazer olhares vagos - cuidadosamente cultivados por sinal- de desespero quando isso acontece- e infelizmente não fazem parte do fã-clube ‘Viva a Beterraba’ do qual sou Presidente Honoraria. Na certa se ajoelharam e agradeceram seus anjos da guarda por não estarem em casa quando servi esse prato. Mas não se deixem influenciar por eles. É uma deliciosa salada: leve e ao mesmo tempo completa. Então se você for como eu, vai gostar dela por si só, ou sirva-a como acompanhamento a uma carne branca, um frango grelhado, um filé de porco assado.
  • Serve 4 a 6 pessoas
  • Levemente inspirada numa receita do New York Times
  • ingredientes

  • 300 gramas de trigo em grãos (1 1/2copos)
  • 2 beterrabas medias (ou 350 gramas aproximadamente)
  • 1 colher de azeite
  • ¼ copo de vinagre de vinho tinto
  • 1/3 copo de azeite de oliva
  • 1/3 copo de óleo de girassol (ou canola)
  • 4 filets de anchova
  • ½ limão (suco)
  • ½ copo de salsa picada
  • ¼ copo de cebolinha picada
  • modo de preparo

  • 1.       Na véspera, ponha o trigo numa vasilha com bastante agua e deixe-o de molho pelo menos 12 horas.
  • 2.       No dia seguinte, prepare as beterrabas (que alias podem ser assadas de véspera também). Ponha-as num pequena travessa, entorne o azeite por cima. mexa-as bem para ficarem bem envoltas pelo azeite e cubra a travessa com papel alumínio. Leve ao forno por 30 minutos pelo menos ou até uma faca entrar facilmente na beterraba. Isso pode levar de 30 até 60 minutos dependendo do tamanho, do forno, do frescor etc. Retire do forno e deixe esfriar.
  • 3.       Tire a pele da beterraba e pique em pedaços pequenos.  Ponha os pedaços numa panela media e acrescente 4 copos de agua. Leve ao fogo baixo e deixe fervilhar por uns 3 minutos. Retire do fogo, escorra as beterrabas guardando o liquido cor-de-rosa.  Ponha esse liquido numa panela, junte o trigo escorrido e leve ao fogo médio por uns 45-50 minutos ou até os grãos estarem cozidos. Você provavelmente vai ter que acrescentar mais agua à medida que o trigo for secando. Quando o trigo estiver cozido, escorra e passe agua fria para cessar o cozimento. Reserve.
  • 4.       Junte a metade da beterraba picada ao trigo cozido. A outra metade da beterraba ponha na vasilha do liquidificador. No liquidificador junte também o vinagre, o azeite de oliva, o óleo, as anchovas (escorridas do óleo) e o suco de limão. Triture bem até formar um creme. Prove e acerte o tempero com sal e bastante pimenta do reino.
  • 5.       Quando o trigo estiver à temperatura ambiente, regue-o com o molho. Adicione a salsinha e a cebolinha picada, e sirva imediatamente, ou leve a geladeira em recipiente fechado para deixar a salada mais fresca. Essa salda guarda 3 a 4 dias na geladeira se propriamente condicionada.
Outra Boa Idéia: Salada de Beterraba e Grão de Bico e Salada de Laranjas e Beterrabas

16 de outubro de 2012

  • Não é sempre que me acontece de ficar meio obsessiva com algum prato. Mas confesso que já houveram casos sérios, muito sérios, ver patológicos: a época da salada de repolho com ervas, a época da sopa de tomate quando até a filha que poderia viver só de sopas, me pediu arrego, a época da batata doce assada (bem essa ainda persiste), a época do bolinho de couve-flor foram alguns casos que necessitaram de uma reunião de família para evitar uma intervenção mais drástica. E essa salada parece estar entrando para a lista das ‘pelo-amor-de-deus-mãe-já-chega’. Por isso me sinto na obrigação moral de dividi-la logo com vocês antes de um motim se formar aqui em casa e eu ser despejada…
  • Essa salada foi feita três vezes em uma semana.  Não pareço me cansar dela. A ideia aqui é uma salada bem picada, para comer só com um garfo.  Use um bom queijo provolone e tomates cereja bem doces para contrastar com o picante do queijo e do salaminho. E num dia de festa, use orégano fresco para enfeitar a salada na hora de servir.
  • Essa salada serve 4 pessoas como acompanhamento ou 2 pessoas como prato principal, e é do excelente livro The MOZZA Cookbook, da Nancy Silverton.
  • ingredientes

  • ½ cebola roxa pequena
  • 1 alface americana media
  • 1 radicchio pequeno
  • 400 gramas de tomates cereja
  • 1 ½ copos de grão de bico cozidos e escorridos
  • 120 gramas de provolone
  • 120 gramas de salaminho italiano
  • 1 limão
  • Sal
  • xx
  • Vinagrete
  • 2 ½ colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 1 dente de alho
  • 2 colheres de sopa de orégano seco
  • 1/2 colher de chá de sal
  • ¼ colher de chá de pimenta do reino
  • 1 1/2 copos de azeite de oliva extra-virgem
  • Pimenta do reino
  • modo de preparo

  • 1.       Comece pelo vinagrete. Numa vasilha grande (eu gosto de fazer isso numa vasilha com tampa), ponha o vinagre, o suco de limão, o dente de alho bem picado, o orégano, sal e pimenta. Misture o suficiente para diluir o sal e deixe repousar pelo menos 5 minutos para marinar o orégano. Adicione então o azeite aos poucos, mexendo vigorosamente com um garfo. Eu sou rebelde e entorno tudo, depois tampo a vasilha e chacoalho bastante! Reserve a vinagrete.
  • 2.       Tire a pele da cebola e corte em fatias finas. Ponha-a numa vasilha com um pouco de agua bem gelada, suficiente para cobrir as cebolas, e reserve enquanto preparo o resto da salada.
  • 3.       Corte a alface americana em dois e pique cada metade em fatias de 1 centímetro de largura. Ponha numa vasilha grande. Faça o mesmo com o radicchio. Parta os tomates e junte às folhas.  Junte também o grãos de bico.
  • 4.       Com cuidado, corte o provolone em fatias de 5 mm de espessura. Em seguida parta as fatias em laminas de 5 mm de largura. Corte o salaminho em fatias de até um centímetro de largura (eu gosto de fazer isso com uma tesoura de cozinha) e junte-o, assim como o provolone, à salada. Agora escorra a cebola roxa e seque levemente com um papel absorvente.  Adicione à salada e misture tudo com cuidado. Regue a salada com metade do vinagrete e mexa de novo. Ajuste o tempero com mais sal se necessário, e o suco de um limão. Ajuste com mais vinagrete se necessário e sirva (provavelmente vai sobrar vinagrete mas ela guarda muito bem na geladeira vários dias).
Outra Boa Ideia: Salada de Beterraba e Laranja

24 de setembro de 2012

  • Eu acho que já mencionei por aqui que não sou muito fã de cozinhar só para mim. Se por algum motivo estou sozinha, eu acabo comendo um pedaço de queijo, uma fatia de pão torrado com cottage ou um monte de tomates com vinagre balsâmico. E vou comendo isso por uns dois dias, até que começo a ficar ligeiramente irritada e não menos faminta. O problema é que eu sou uma pessoa que não gosta de lanchar. Não curto muito sanduiche e comidinhas, pães com frios, etc. Fico sempre com a sensação de não ter me alimentado direito, isto é, nem bem, nem o suficiente.  Gosto mesmo é de prato de comida. Gosto de arrumar a mesa, sentar na frente do prato e sentir que estou me alimentando. Mas quando estou sozinha, esse processo se perde e eu não fico nada feliz até que por força das circunstancias- e do mau humor- acabo fazendo alguma comida que no meu dicionário, intitulei ‘verdadeira’. E essa salada de arroz resultou de um momento desses, e mais uma vez, de uma inspiração do meu querido Ottolenghi. Adaptei ao Brasil usando castanhas do Pará e de Caju mas use qualquer noz que estiver à disposição. Só me prometa que vai fazer as cebolas caramelizadas: elas dão o toque magico desse prato.
  • ingredientes

  • 1 copo de arroz basmati
  • 1 copo de arroz Ráris 7 Grãos Integrais
  • 2 colheres de azeite de oliva
  • 2/3 copo de castanhas do Para
  • 2/3 copo de castanhas de caju (sem sal)
  • 2 colheres de sopa de óleo vegetal (canola, girassol)
  • 2 cebolas médias
  • 2 copos de rúculas ou agrião
  • 1 copo de salsinha picada
  • ½ copo de manjericão ou hortelã
  • 50 ml de suco de limão (1 ou 2 limões)
  • 80 ml de azeite de oliva
  • Sal e pimenta
  • modo de preparo

  • 1.       Ponha duas panelas medias com agua salgada para ferver. Quando a água das panelas estiver fervendo, ponha numa das panelas o arroz basmati e ligue o cronometro para 11 minutos. Na outra panela ponha o arroz Ráris e ligue outro cronometro pra 30 minutos. Quando os cronômetros apitarem, escorra o arroz basmati e em seguida o Raris, em peneira grande, passando embaixo de agua fria para cessar a cocção. Escorra-os bem e reserve numa vasilha grande para acabar de esfriar.
  • 2.       Corte as cebolas em fatias bem finas. Esquente o óleo numa frigideira e doure as cebolas e uma pitada de sal no fogo médio/alto, mexendo sempre com uma espátula, até elas caramelizarem nas pontas e ficarem ainda um pouco macias no meio.  Vão levar uns 5 minutos. Escorra e descarte a gordura, e ponha as cebolas fritas para escorrer no papel absorvente.
  • 3.       Volte a frigideira para o fogo e ponha nela o azeite. Deixe-o esquentar e doure as castanhas com uma pitada de sal misturando sem parar. Preste bem atenção porque elas queimam rápido. Retire do fogo e reserve.
  • 4.       Lave e seque as folhas verdes e as ervas. Misture as folhas e ervas aos dois tipos de arroz, com cuidado. Numa pequena vasilha, misture o suco de limão com sal e pimenta. Adicione o azeite, misture e derrame a vinagrete na salada, misturando com cuidado. Entorne a vinagrete aos poucos, para deixa-la úmida a seu gosto. Deixe a salada absorver a vinagrete de limão por uns 5 a 10 minutos antes de servir. Arrume no prato de servir, com as castanhas e as cebolas arrumadas em cima.

Outra Boa Ideia: Salada de Frango e Mangas com Molho de Curry

31 de maio de 2012

  • Eu não tenho muita paciência nem animo para cozinhar quando estou sozinha. Gosto de ter gente em volta e motivo para cozinhar. E quando estou sozinha, não tenho nem um nem outro, portanto o que sobra na geladeira e na dispensa acaba servindo o simples proposito de me alimentar. Às vezes os restos são dignos de uma refeição mas muito frequentemente me vejo comendo torrada de pão (light- ó tristeza) com queijo cottage (o Verde Campo, o unico que essa sua digníssima locutora aceita consumir), ou então um monte de tomates picados com vinagre balsâmico. Mesmo assim a vontade de preparar um prato só para mim continua nula. Então não sei bem explicar o que me levou a fazer essa salada, um dia de muito trabalho e pouco tempo para frivolidades como ‘preparar almoço para minha própria alma penada’ mas o resultado me deixou encantada. Alias, é difícil errar uma salada de batata não? A menos que se cozinhe mal as batatas (i.e. as batatas estejam cruas), batata é uma coisa tão fácil e reconfortante que no meu dicionário, quase tudo agregado a ela fica ótimo.  E se você não tiver castanhas do Pará, use nozes. Eu adoro castanhas do Pará e qualquer motivo para usa-las num prato me delicia, e aqui elas dão, nesse ‘pesto’ reformado, uma linda dimensão.
  • Eu fiz essa salada com o que tinha em casa mas já estou pensando em algumas coisas que podem ser acrescentadas que podem dar um toque extra especial: palmito, cebola roxa, tomates cereja, aipo picado, castanhas em lascas, etc. e tal.
xx
  • ingredientes

  • 1 kg de batatinhas
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 2 pitadas de sal
  • 3 copos de salsinha fresca
  • 1/3 de copo de azeite de oliva
  • 1 dente de alho
  • 1/3 copo de castanha do Pará
  • 1 limão (suco)
  • modo de preparo

  • 1.       Pré-aqueça o forno a 180º C e forre um tabuleiro com papel manteiga ou alumínio. Lave e seque bem as batatinhas. Se algumas estiverem maiores do que as outras, parta-as para que fiquem todas do mesmo tamanho. Ponha numa vasilha e misture-as bem com as 2 colheres de sopa de azeite e o sal. Ponha as batatinhas no tabuleiro e leve ao forno. Asse por 50mns a 1 hora ou até as batatas estarem cozidas.
  • 2.       Você pode também cozinhar as batatas em agua, na panela, mas pessoalmente, eu gosto da textura que as batatas assadas têm.
  • 3.       Depois de assadas, tire do forno e deixe esfriar antes de juntar o molho.
  • 4.       Na vasilha do processador, ponha a salsinha, o azeite de oliva, o dente de alho, as castanhas e o suco de meio limão. Triture bem, parando a maquina uma vez pelo menos para limpar as laterais com uma espátula.  Quando as castanhas estiverem bem trituradas e moídas com a salsinha, pare o processador e ajuste o tempero, com mais limão, azeite e sal, se necessário. Se o molho ainda estiver um pouco grosso, junte 1 ou 2 colheres de sopa de agua filtrada e processe mais um pouco.
  • 5.       Misture o molho às batatas e sirva fresco ou a temperatura ambiente.
Outras Boas Idéias: Salada de Batata com Bacon, Batatas Chips Grelhadas de Vinagre e Sal, e Salada de Batata com Palmito e Cominho

22 de março de 2012

  • Dizem as antigas escrituras de astrologia que quem nascer com Aquário por Ascendente amará seu par até o fim da vida. E o meu par perfeito, pelo menos culinariamente falando, é meu querido Ottolenghi. Como já me detive tempo demais nesse assunto, vou poupar aqueles que ainda não conhecem minha obsessão com ele de mais prosas floridas a respeito desse lugar, dos cozinheiros e da comida.
  • Em fevereiro, fui lá à Meca almoçar e provei essa salada, pela qual me apaixonei. A versão original levava cardamomo, que eu adoro também mas é mais difícil-e caro- de ser encontrado aqui no Brasil. E o crocante original são sementes de girassol mas como temos nossas castanhas do Pará, optei por essas- e acho que ficou inclusive mais interessante.
  • Para quem ainda não conhece o Sumac, vale a pena começar por essa receita. O Sumac é uma especiaria feita das frutas de uma pequena arvore do Mediterrâneo e norte da África. Ela confere um gosto cítrico e pungente a saladas e carnes. Eu uso bastante em frango grelhado.
  • Sirva essa salada com coalhada seca ou folhas verdes, e/ou acompanhando uma carne grelhada.
  • ingredientes

  • 900 gramas de abobora madura (pesada sem a casca), ou 6 copos dela picada
  • 1 ½ colher de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de páprica
  • ½ copo de salsa picada
  • ½ copo de hortelã picada
  • 1 colher de chá, rasa, de Sumac*
  • 1/3 copo de castanhas do Para em fatias, salgadas
  • ¼ copo de vinagre balsâmico
  • Raspas de ½ limão
  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva
  • modo de preparo

  • 1.       Pré-aqueça o forno a 200 graus e forre um tabuleiro com papel manteiga. Descasque e corte a abobora em pedaços. O tamanho é de sua preferencia,; eu gosto dos pedaços de um tamanho que não precisem ser cortados na salada pronta. Ponha as aboboras numa vasilha, e misture com 1 ½ colher de sopa de azeite. Junte a páprica e tempere com sal e pimenta do reino. Misture tudo muito bem para que as aboboras fiquem bem envoltas de azeite e páprica. Ponha no tabuleiro e leve ao forno pré-aquecido.
  • 2.       Asse até as aboboras estarem cozidas e as pontinhas começarem a queimar. O tempo exato vai depender da abobora que você usou mas conte entre 30 minutos e 1 hora. Retire do forno e deixe as aboboras esfriarem completamente antes de montar a salada.
  • 3.       Quando a salada estiver à temperatura ambiente, junte a salsa e a hortelã, o Sumac, e as castanhas do Pará em lascas, salgadas. Se você não encontrar as castanhas salgadas, use as naturais mesmo, torrando-as ligeiramente no forno e picando grosseiramente.
  • 4.       Misture tudo e reserve enquanto prepara o molho. Numa vasilha , ponha o vinagre balsamico e as raspas de limão. Tempere com sal e pimenta. Quando o sal houver diluído no vinagre, adicione o azeite e mexa bem com um garfo. Você pode servir a salada temperada ou com o molho a parte (nota: a quantidade de molho é um pouco maior do que o necessário para temperar a salada).
  • Outras Boas Idéias: Risoto de Abobora e Camarão e Sopa de Ervilhas com Croutons de Aboboras
  • *O Sumac está à venda em lojas de produtos árabes ou nos bons supermercados

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